segunda-feira, março 13, 2006

Vínculos, as Equações da Matemática da Vida.

Esta semana dei-me conta que este blog fez três anos e olhando para os posts anteriores, vejo que o tempo e a inspiração eram mais fartos, neste momento porém, falta-me tempo e inspiração, então para não abandonar e nem fechar meu querido blog, presente tão desejado, republico um post de Março de 2006.
O Outono começou em 2009 igualzinho ao de 2006!!! XÔ Calorzaaaaaaão!!!


Publicado em 20 de março de 2006.

"O Outono está de mansinho chegando, a temperatura aqui no Rio de Janeiro está caindo, o dia está nublado com o Sol de vez em quando iluminando. Acabei de olhar a minha Lista e continuo realizando pouco, a esperança que com menos Sol a criatividade e as atividades fiquem mais intensas. O calor me consome, me estressa.
Copio mais um texto dos que guardei conforme expliquei dias atrás, de autoria de Maria H Matarazzo, e agora o jogarei fora porque está garantido que ele permanecerá aqui.


"Vínculos, as equações da Matemática da vida."
Quando você forma um vínculo com alguém, forma uma alinaça. Não é à toa que o uso de alianças é um dos símbolos mais antigos e universais do casamento. O círculo dá a noção de ligação, de fluxo, de continuidade. Quando se forma um vínculo, a energia flui. E o vínculo só se mantém vivo se essa energia continuar fluindo. Essa é a idéia de mutualidade, de troca.
Nessa caminhada da vida, ora andamos de mãos dadas, em sintonia, deixando a energia fluir, ora nos distanciamos. Desvios sempre existem. Podemos nos perder em um deles e nos reencontrar logo adiante. A busca é permanente. O que não se pode é ficar constantemente fora de sintonia.
Antigamente, dizia-se que as pessoas procuravam se completar através do outro, buscando sua metade no mundo. A equação era: 1/2 + 1/2 = 1.
"Para eu ser feliz para sempre na vida, tenho que ser a metade do outro". Naquela loteria do casamento, tirar a sorte grande era achar a sua cara-metade.
Com o passar do tempo, as pessoas foram desenvolvendo um sentido de individualização maior e a equação mudou. Ficou 1 + 1 = 1.
"Eu tenho que ser eu, uma pessoa inteira, com todas as minhas qualidades, meus defeitos, minhas limitações. Vou formar uma unidade com meu companheiro, que também é um ser inteiro." Mas depois que esses dois seres inteiros se encontravam, era comum fundirem-se, ficarem grudados num casamento fechado, tradicional. Anulavam-se mutuamente.
Com a revolução sexual e os movimentos de libertação feminina, o processo de individuação que vinha acontecendo se radicalizou. E a equação mudou de novo: 1 + 1 = 1 + 1.
Era o cada um na sua. Eu tenho que resolver os meus problemas, cuidar da minha própria vida. Você deve fazer o mesmo. Na minha independência total e auto-suficiência absoluta, caso com você, que também é assim. Em nome dessa independência, no entanto, faltou sintonia, cumplicidade e compromisso afetivo. É a segunda crise do casamento que acompanhamos nas décadas de 70 e 80.
Atualmente, após todas essas experiências, eu sinto as pessoas procurando outro tipo de equação: 1 + 1 = 3.
Para a aritmética ela pode não ter lógica, mas faz sentido do ponto de vista emocional e existencial. Existem você, eu e a nossa relação. O vínculo entre nós é algo diferente de uma simples somatória de nós dois. Nessa proposta de casamento, o que é meu é meu, o que é seu é seu e o que é nosso é nosso.
Talvez aí esteja a grande mágica que hoje buscamos, a de preservar a individualidade sem destruir o vínculo afetivo. Tenho que preservar o meu eu, meu processo de descoberta, realização e crescimento, sem destruir a relação. Por outro lado, tenho que preservar o vínculo sem destruir a individualidade, sem me anular.
Acho que assim talvez possamos chegar ao ano 2000 um pouco menos divididos entre a sede de expressão individual e a fome de amor e de partilhar a vida. Um pouco mais inteiros e felizes.
Para isso, temos que compartilhar com nossos companheiros de uma verdadeira intimidade. Ser íntimo é ser próximo, é estar estreitamente ligado por laços de afeição e confiança."

5 comentários:

Claudia disse...

Adorei o texto Wilma. eu estava naquela de 1+1 = 2... mas acho que o 1+1=3 é o ideal..

Lyly disse...

Olá. Passando para deixar beijos e pedir desculpas pelo sumiço. Depois eu volto com mais calma e leio o texto.

Lyly disse...

Olá. Passando para deixar beijos e pedir desculpas pelo sumiço. Depois eu volto com mais calma e leio o texto.

Anônimo disse...

Oi Wilma !

Ainda não atualizei, mas estou passando para visitar !

Bem, aqui na Holanda, parece que as mulheres pararam nos anos 70 e 80:"Era o cada um na sua. Eu tenho que resolver os meus problemas, cuidar da minha própria vida. Você deve fazer o mesmo. Na minha independência total e auto-suficiência absoluta, caso com você, que também é assim. Em nome dessa independência, no entanto, faltou sintonia, cumplicidade e compromisso afetivo".
A mulher dá tanta importânci à tal independência, que acaba competindo com o homem ao invés de adotar uma postura diferente.
Eu, posso ser careta, cafona, etc..., mas, ainda acredito que Deus fez o Homem e a Mulher diferentes, com funções distintas e que em muitas coisas, precisam se completar sim.
Cada cabeça uma sentença, né ?
Só muito amor para achar o caminho ideal !

Boa semana !
Bjs,
Susana

Anônimo disse...

Sim, provavelmente por isso e