O Final de Semana foi de muita chuva e frio, muio frio mesmo, daqueles que não dá vontade de por os pés do lado de fora. Mas fomos dar uma volta por perto para comprar umas goloseimas e levar a Monalisa para passear de carro, aproveitando as ruas tranquilas e o mar revoltadíssimo.
Ficamos em casa e aproveitamos bem, minha filha treinando o Violão, eu fiquei fazendo umas estufas de garrafas pet para minhas sementes, que depois vou postar aqui, e aproveitei para copiar do celular da Jamile umas fotos que tiramos no dia das mães.
No segundo domingo de Maio fomos passear numa das áreas mais valorizadas de Niteroi, a Restinga de Camboinhas, que fica a 50km do centro do Rio, lá estão uns 38 índios de origem Guarani que reinvidicam uma área de uns 200 campos de futebol.
Os índios informam que "a duna de Itaipu é o maior cemitério indígena do Brasil:
Aqui estão enterrados os mortos do massacre dos tupinambás pelos portugueses, em 1568. Temos séculos de história aqui, onde ainda é possível encontrar ossos manchados de sangue", salientou o advogado e índio guarani Arão da Providência.
Aqui estão enterrados os mortos do massacre dos tupinambás pelos portugueses, em 1568. Temos séculos de história aqui, onde ainda é possível encontrar ossos manchados de sangue", salientou o advogado e índio guarani Arão da Providência.
As dez famílias indígenas vieram da aldeia Paratimirim, em Paraty, fugindo de dificuldades, e chegaram a Camboinhas em Março. Construíram cinco ocas de palha na restinga entre o mar e a lagoa de Itaipu, região valorizada das praias oceânicas de Niteroi.
Lá eles estão a meu ver também com muita dificuldade, fazem e vendem peças em madeiras, bijouterias, comprei dois colares de sementes, e dá dó de ver as crianças, os animais sem nenhuma infra estrutura, fico imaginando quando chover, quando vier o vento forte...vida de índio não é fácil.
E se isso não bastasse, eles encontram problemas com os moradores locais que reclamam da invasão e possível destruição de uma área de reserva ambiental. Pedem que eles saiam dali, pois lutam apenas pela preservação ambiental já impactada com a presença dos índios, que pelo fato de serem aculturados, terem carros, computadores portáteis e telemóveis, mas os índios rebatem dizendo que a tecnologia não foi feita para um grupo específico e que o uso delas não descarta as raízes culturais.
É lastimável este tipo de conflito num país com uma extensão de terra tão grande!!
Um comentário:
Nossa, isso e' recente, ne? Cresci em Niteroi e adoro essas praias, mas nao sabia desses indios. Acho que na epoca que morava ai eles nao estavam la. Interessante. bjos
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