terça-feira, maio 26, 2009

Felicidade Interna Bruta - FIB x PIB



Entre tantos assuntos bailando aqui na minha cabeça, resolvi escrever sobre este pequeno texto que descreve sobre uma nova medida de felicidade.
Há cada vez mais cientistas se esforçando para decifrar os segredos dela, é a "Ciência da Hedônica". A palavra "hedônica" denota a pesquisa quanto às fontes da felicidade humana.

Áquele ditado que dinheiro traz felicidade, de fato, os estudos comprovaram que o sucesso material até certo grau de riqueza traz mais felicidade. O exemplo é áquela pessoa em um estado de absoluta pobreza que progride para o atendimento de suas necessidades de sobrevivência, e desse nível para uma vida confortável e, a seguir para algum grau de luxo, de fato aumenta sua felicidade.

Contudo, todavia, depois de um certo ponto, mais dinheiro, mais bens materiais não trazem mais satisfação. Nesse estágio passa a ganhar mais importância os fatores não materiais, como companheirismo, familias harmoniosas, relacionamentos amorosos, e uma sensação de viver uma vida com significado.
Nós humanos precisamos alimentar o corpo mas também a alma.

Butão, um país nos Himalaias, criou um modelo para o progresso que está impactando o mundo:

o FIB - Felicidade Interna Bruta ao invés de PIB - Produto Interno Bruto (é um dos principais indicadores do potencial da economia de um país. Ele revela a soma de toda a riqueza - bens, produtos e serviços - produzida por um país em um determinado período, geralmente um ano).

Para este modelo no Butão são nove as dimensões para um desenvolvimento integral de um país:

- bom padrão de vida econômica
- boa governança

- educação de qualidade

- boa saúde

- vitalidade comunitária

- proteção ambiental

- acesso à cultura

- gestão equilibrada do tempo

- bem-estar psicológico

"Será que o sucesso de uma nação deve ser avaliado pela sua habilidade de produzir e consumir ou pela qualidade de vida e a felicidade do seu povo? A felicidade é mais importante do que a riqueza monetária" Diz o primeiro-ministro do Butão, Lyonpo.

A nova ciência "hedônica" concorda que a partir de um certo nível de renda, mais riqueza não traz felicidade.

Nos últimos 50 anos nos EUA, o PIB americano triplicou, o número de divórcio duplicou, o de suicídios entre adolescentes triplicou, o de crimes violentos quadruplicou e a população carcerária quintuplicou.

Porém, foi um americano, ex-senador Robert Kennedy quem expressou tão bem as deficiências desse que ainda hoje é o principal indicador mundial de progresso:

"O Produto Interno Bruto inclui poluição atmosférica e as ambulâncias para uma tragédia; trancas especiais para nossas portas e prisões para as pessoas que as quebram. Inclui a destruição das nossas florestas e a morte dos nossos lagos. Cresce com a produção de misseis e ogivas nucleares. Não inclui a saúde das nossas famílias, a qualidade da educação das nossas crianças, ou a alegria das suas brincadeiras. É indiferente à segurança das nossas ruas. Não inclui, tampouco, a beleza da nossa arte, a estabilidade dos nossos casamentos nem a integridade dos nossos governantes. Mede tudo, em suma, exceto aquilo que faz a vida valer à pena."

Constantemente, penso, mesmo sem nada saber de Hedônica que riqueza em demasia não faz bem, primeiro porque uma vida terrena não é suficiente para quem a tenha, usufruí-la, segundo se o detentor de tamanha abundância monetária, não possuir um cérebro a altura, é letal, terceiro, que ver pelo mundo tantos humanos sem uma base para uma vida digna é de no mínimo se perguntar, por que?

Por isso que estou no time do menos é mais, mas isto é assunto para outro post.
( baseado no texto de Susan Andrews é psicóloga e antropóloga na U.Harvard(EUA))



Um comentário:

Beth/Lilás disse...

Gostei do post, Wilma!
É por aí mesmo, dinheiro não é tudo na vida e a gente sabe disso, mas vive corrndo atrás dele e por isso perdemos tempo, prazeres, saúde e a vida.
Adorei o pensamento moderníssimo do Butão. Vou prá lá! haha
bjs cariocas