sexta-feira, março 20, 2009

Acabou-se o verão

Esta semana dei-me conta que este blog fez três anos e olhando para os posts anteriores, vejo que o tempo e a inspiração eram mais fartos, neste momento porém, falta-me tempo e inspiração, então para não abandonar e nem fechar meu querido blog, presente tão desejado, republico um post de Março de 2006.
O Outono começou em 2009 igualzinho ao de 2006!!! XÔ Calorzaaaaaaão!!!
Cadê as fotos??? ôoo, tá difícil...dps as copio, quem sabe...
"O Outono está de mansinho chegando, a temperatura aqui no Rio de Janeiro está caindo, o dia está nublado com o Sol de vez em quando iluminando. Acabei de olhar a minha Lista e continuo realizando pouco, a esperança que com menos Sol a criatividade e as atividades fiquem mais intensas. O calor me consome, me estressa. Copio mais um texto dos que guardei conforme expliquei dias atrás, de autoria de Maria H Matarazzo, e agora o jogarei fora porque está garantido que ele permanecerá aqui.
"Vínculos, as equações da Matemática da vida." Quando você forma um vínculo com alguém, forma uma alinaça. Não é à toa que o uso de alianças é um dos símbolos mais antigos e universais do casamento. O círculo dá a noção de ligação, de fluxo, de continuidade. Quando se forma um vínculo, a energia flui. E o vínculo só se mantém vivo se essa energia continuar fluindo. Essa é a idéia de mutualidade, de troca. Nessa caminhada da vida, ora andamos de mãos dadas, em sintonia, deixando a energia fluir, ora nos distanciamos. Desvios sempre existem. Podemos nos perder em um deles e nos reencontrar logo adiante. A busca é permanente. O que não se pode é ficar constantemente fora de sintonia. Antigamente, dizia-se que as pessoas procuravam se completar através do outro, buscando sua metade no mundo. A equação era: 1/2 + 1/2 = 1. "Para eu ser feliz para sempre na vida, tenho que ser a metade do outro". Naquela loteria do casamento, tirar a sorte grande era achar a sua cara-metade. Com o passar do tempo, as pessoas foram desenvolvendo um sentido de individualização maior e a equação mudou. Ficou 1 + 1 = 1. "Eu tenho que ser eu, uma pessoa inteira, com todas as minhas qualidades, meus defeitos, minhas limitações. Vou formar uma unidade com meu companheiro, que também é um ser inteiro." Mas depois que esses dois seres inteiros se encontravam, era comum fundirem-se, ficarem grudados num casamento fechado, tradicional. Anulavam-se mutuamente. Com a revolução sexual e os movimentos de libertação feminina, o processo de individuação que vinha acontecendo se radicalizou. E a equação mudou de novo: 1 + 1 = 1 + 1. Era o cada um na sua. Eu tenho que resolver os meus problemas, cuidar da minha própria vida. Você deve fazer o mesmo. Na minha independência total e auto-suficiência absoluta, caso com você, que também é assim. Em nome dessa independência, no entanto, faltou sintonia, cumplicidade e compromisso afetivo. É a segunda crise do casamento que acompanhamos nas décadas de 70 e 80. Atualmente, após todas essas experiências, eu sinto as pessoas procurando outro tipo de equação: 1 + 1 = 3. Para a aritmética ela pode não ter lógica, mas faz sentido do ponto de vista emocional e existencial. Existem você, eu e a nossa relação. O vínculo entre nós é algo diferente de uma simples somatória de nós dois. Nessa proposta de casamento, o que é meu é meu, o que é seu é seu e o que é nosso é nosso. Talvez aí esteja a grande mágica que hoje buscamos, a de preservar a individualidade sem destruir o vínculo afetivo. Tenho que preservar o meu eu, meu processo de descoberta, realização e crescimento, sem destruir a relação. Por outro lado, tenho que preservar o vínculo sem destruir a individualidade, sem me anular. Acho que assim talvez possamos chegar ao ano 2000 um pouco menos divididos entre a sede de expressão individual e a fome de amor e de partilhar a vida. Um pouco mais inteiros e felizes. Para isso, temos que compartilhar com nossos companheiros de uma verdadeira intimidade. Ser íntimo é ser próximo, é estar estreitamente ligado por laços de afeição e confiança."

2 comentários:

Edelize disse...

Oi Wilma, obrigada pela explicacao sobre fermento de padaria. Estou passando as ferias aqui no Brasil e pedi a mae me apresentar ao dito cujo. Acho que nao existe na Australia.

Bem, aqui em Curitiba a mudanca de estacao foi bem marcante. A temperatura a noite caiu bastante, e durante o dia esta mais fresco. Acredite ou nao, amo o frio do sul do Brasil. Sinto muita falta dele, entao o negocio e aproveitar nestes dois meses que passarei por aqui.

Beth/Lilás disse...

Oi, Wilma!
Graças a Deus existe o outono para refrescar um pouco nossas vidas!
Já não aguentava mais aquele calorão!

Sobre o lindo texto vou dizer que no meu caso a equação sempre foi 1/2 a 1/2 e acho que é por isso que estamos juntos há 26 anos e muito bem.
Mas, cada um se adequa a uma dessas equações e, de repente, podem ser felizes do jeito que escolheram, pois o que tem que ter mesmo é o Amor e cumplicidade.

beijos outonais cariocas