sábado, janeiro 21, 2012

Astrologia não é ciência, não é arte, não é religião...



Republico:



Quero deixar aqui um texto que li da astróloga Cláudia Lisboa, mãe da atriz Mel Lisboa, eu que não acredito em horóscopo mas na astrologia sempre dei crédito, e lendo tudo que a Cláudia expôs, me identifiquei e passo a acreditar mais ainda. Eu fiz meu mapa astral há uns 15 anos pelo menos e prometo neste fim de semana dá uma lida nele, ele foi interpretado por outra astróloga e tenho tudo escrito, mas estou pensando em solicitar a astróloga Cláudia para refazer novamente o mapa astral e interpretá-lo.
O texto foi retirada da revista de Domingo do Jornal Globo de domingo em 09 de maio de 2010:


O Começo de Tudo
Desde as origens,o ser humano olhou para o céu e ficou comovido diante da grandeza do universo. Com o passar dos tempos, ele escutou e traduziu a conversa que os astros mantinham entre si. Foi privilegiado com a oportunidade de conhecer alguns dos segredos do cosmos, sentindo-se autorizado a utilizar e transmitir o que escutou. Com os moradores do firmamento, apreendeu os bons e maus momentos da natureza que ele não dominava. Contudo, era aí que precisava viver. Respeitava as tendências da terra que o nutria e usufruía os conselhos que recebia. Por isso costumo dizer que a astrologia nasceu quando o homem pela primeira vez olhou para o céu. Com os astros,homens e mulheres aprenderam a desenhar os caminhos que os conduziam a uma vida melhor. Imitando o que se passava no céu, e cartografaram as forças disponíveis para a construção do seu destino. 
Muito tempo se passou. A prática de calcular e interpretar mapas serviu a diversos campos da experiência e do pensamento. Lá atrás, astronomia e astrologia andavam juntas. Depois,se separaram. Os tempos mudaram. A alma mudou. A astrologia também. Hoje, posso dizer que a astrologia não é ciência, não é arte, não é religião. É simplesmente astrologia.
Se fomos previsíveis no passado, escolhemos hoje o modo de realizar nossas potências. O mundo era o responsável por tudo o que nos acontecia. Agora, somos nós os responsáveis pelo destino.
Quando duas pessoas portam mapas exatamente iguais, ainda assim, cada um traça seu caminho de forma singular. Isso é criatividade. É, portanto, a criatividade que deve ser considerada, respeitada e estimulada em toda e qualquer interpretação astrológica. Digo sempre: a astrologia não oferece respostas, ela sugere trabalho. É precioso instrumento para a tarefa de nos tornarmos aquilo que somos.
Entretanto é raro o acesso a interpretações que visam a singularidade.
Esta é a nossa proposta. Respondendo a cartas enviadas pelo leitor, pretendo oferecer tal experiência, visando a maneira própria de se afirmar no trabalho, de melhorar o relacionamento, superar as crises ou amar à sua maneira. Isto interessa a todos. É o particular, o específico, o próprio do outro que nos comove. Diante das alternativas sugeridas para as questões do outro, somos capazes de olhar e pensar em nossas próprias trajetórias. Quem de nós não encontrou meios para viver melhor depois de conhecer histórias vividas por alguém que mal conhecia?
Para o leitor, esta é uma oportunidade de dialogar com os astros, de conhecer um pouco os segredos guardados neste universo que ainda hoje nos emociona com sua grandeza. 


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